Quando as coisas saem do controle

Marco De Toni postou este texto em June 14th, 2008

Sabe aquele maldito dia que você acorda de cara virada? Aquele dia que qualquer ‘oi’ estranho é motivo para briga, e que você fica fodido da cara e não esta nem ai com as coisas que você pode dizer?

Neste dia, você não quer saber de medir conseqüências, se necessário, apenas faz. E dificilmente se arrependa. Isso por que além de tudo você estava com tanta raiva que não ta nem ai pra nada.

Nesta última semana passei um dia assim.

Foi na terça ou quarta-feira, não estou certo. Só sei que sai de casa para ir até a faculdade (é, são os dias que deixo de ser professor e viro aluno), esperei minha van, uns 20 minutos talvez. Atrasou. Meu humor já não estava dos melhores, unido a isso, piorou.

Fiquei calado, achei melhor. Na saída da cidade fomos da van ao ônibus, a famosa, baldeação.

Encontrei meu lugar, e como um cara antipático em um dia ruim coloquei minha mochila do lado. Notebook e outros protegidos. Preparei meus fones e esperei que ninguém viesse sentar ali do meu lado. Exceto é claro por alguma bonita garota que pudesse vir a se interessar em uma conversa semi-romântica.

Como tenho uma sorte de Jó! Não se passaram nem 2 minutos, um idiota que nunca havia visto mais idiota, sem pedir licença nem nada, sentou. Minha paciência já estava se esgotando, mas mesmo assim, suportei. Coloquei os fones, pensei em escolher alguma música mais calma, afinal, estava chovendo, estava frio e eu podia dormir. Mas não! Resolvi ouvir Rammstein, abri a discografia e deixei no modo Shuffle ligado. Acho que algo conspirava contra mim mesmo, só tocaram as músicas mais violentas até que eu peguei no sono.

Acordei 40 minutos depois…, Meu ônibus estava parado. Fiscalização. O que normalmente não demora nem 5 minutos, desta vez, demorou quase 20. Além de o cara chato do meu lado ficar falando merda com alguém que estava sentado nos bancos do fundo, eu queria ir ao banheiro, estava irritado, muito! Irritado.

A fiscalização liberou, eu me controlando. Muito quieto na verdade, mais do que eu costumava ser em situações como essa. Sete minutos depois, em frente a minha faculdade, novamente, fiscalização. Pensem em um cara terrivelmente irritado! E que havia acabado de acordar! Fiquei mais ferrado da cara ainda, pedi licença, consegui fazer isso, levantei e fui saindo para chegar a minha sala a pé (e olha que é longe pra caramba).

Outras pessoas tiveram esta mesma idéia, enquanto enfrentava uma maldita fila para sair, dois idiotas do curso de educação física (não que acadêmicos de educação física sejam idiotas, whatever), começaram a se tapear. Senti um soco forte na minha mochila. Em meio segundo eu pensei:

- Notebook, PDA, IPhone (que nem havia fuçado ainda) e meu óculos!

O que se seguiu foi mais ou menos este diálogo:

- Porra! Tem a merda de um notebook aqui dentro!

- O que?

- Você não ouviu o babaca? Acertou a porcaria do meu notebook!

- Tá, foi sem querer! (com voz de leitão)

- Foda-se que foi sem querer, deixe de ser idiota.

Neste momento com aquele olhar quase-amedrontador de preparador físico, ele tentou me intimidar. Mas eu estava TOTALMENTE POCESSO e com vontade de ir ao banheiro! Quando o individuo fez cara feia eu tive de fazer algo que normalmente eu não faço, na verdade, foi a primeira vez que fiz. Ao menos, é assim que eu lembro.

Sobrepujei meu um metro e noventa e um sobre a face ‘super amedrontadora’ do rapaz. Se ele queria encrenca, AHHH! Era hoje que ele iria ter. Estranhamente ele preferiu ir fazer uma ‘ergométrica’ e saiu caminhando um tanto quanto rapidinho.

Sai do ônibus, não olhei para trás, não queria mais nem ver. Caminhei alguns poucos minutos. Cheguei. Irritado! Mas cheguei.

Fui a aula, me acalmei por lá mesmo. Fiquei calado durante a aula toda. E depois fui para um ‘barzinho de sinuca’ (leia; BBB; Bar e Bilhar do Beto, rsrsrs) com alguns amigos. Lá foi tranqüilo.

No final não deu em nada. Não matei ninguém. Muito menos roubei um trator para tentar fazer isso.

Mas sabe, tem dias, que você percebe que esta pouco se lixando com as conseqüências. E sabe de outra? Estranhamente, depois de um dia assim, os fatos que ocorreram durante o dia inteiro, fazem você rir no final da noite.

Mas uma coisa eu digo!

Se aquele cara provocasse um só risco no meu notebook ou em qualquer outro gadget que eu tinha na mochila, SEM DÚVIDA, ele estaria correndo até agora.

Até lá! Give me Five!

Muro, Vinho e céu

Marco De Toni postou este texto em June 13th, 2008


Você acorda.
Esta no final de uma tarde em 1950. Sentado sobre um muro muito alto com uma vista de um grande vale. Atrás de você um Ford 49 novinho e conversível. Ao seu lado, um amigo ou uma amiga que você pode conversar de tudo. Do outro lado uma carteira de cigarros e umas garrafas de cerveja. Ao fundo… A música é meio que Chuck Berry. Vento forte e um sol fraco.

O começo da noite chega e a tarde termina. Mas pra você que não lembrou de olhar no relógio, o tempo,… Ah, este parou de ser notado.

Assim,…

Os lugares muitas vezes definem as conversas. Quando uma pessoa esta em uma corrida de carros, dificilmente vá falar de computadores super especializados. Quando alguém esta vendo o por do sol e esta lá para curtir aquilo, dificilmente vá ser falado de uma corrida.

Mas o ponto é… O lugar que você esta não gera nenhum tipo ou bloqueio de conteúdos que você pode falar. Tranqüilo e livre o suficiente para falar e falar por horas.

Já sentiram que às vezes em algumas situações da vida, parece que podemos falar de literalmente tudo? Pensei sobre este assunto, cheguei a uma conclusão. No final,… Não são as pessoas que fazem o que você pode falar, é sim, o lugar.

Já ouviu falar em sintonia? Pois é, algumas vezes, acredito nisso.

Há alguns dias sai com uma amiga e fui para um lugar que aqui chamam de ‘MURÃO’ ou simplesmente ‘PARAÍSO’. É uma bifurcação que esta um pouco fora da cidade. Você desvia da única estrada que fornece acesso a um condomínio fechado. Lá existe um muro. De um dos lados cerca de um metro de altura e do outro cerca de oito metros.

Este muro é muito grande e é possível ficar sentado sobre ele. Lá, você tem vista privilegiada da cidade toda! Minha cidade é um vale, então, imaginem se conseguirem o seguinte final de tarde:

Tarde um pouco gelada, mas com sol. Vendo fraco, mas gelado. Perto do lugar, muita vegetação, incluindo árvores bem antigas. Este muro foi construído com pedras muito grandes com tom de enferrujado. Estamos em um dos extremos do vale, afinal, este lugar fica bem retirado da cidade. O sol, exatamente do lado oposto. O céu ficando vermelho aos poucos um pedaço da cidade escuro e o outro com pequenas réstias de sol. E um pouco de vinho. Sempre, vinho.

Tive uma quase experiência temporal. Senti estar lá por 1950. E sem ter nenhum significado especial nesta data. Então, não me perguntem o porquê, mas, a sensação daquele dia,… Foi uma das melhores da minha vida.

Só estando lá para saber.

Quem quiser ir lá, este final de semana eu vou aparecer por lá beber mais um pouco de vinho e falar besteiras!

Tenham um ótimo final de semana!

Hora certa e lugar certo, mas, longe de mim

Marco De Toni postou este texto em June 12th, 2008


Viciados em gadgets e eletrônicos
do mundo, eis que trago a vocês algo que para alguns pode ser como cicuta e para outros pode ser tão desesperante como ver alguém achar uma nota de 1000 dólares logo a sua frente.

Tudo aconteceu a cerca de uma semana.
(FLASHBACK! Momento nostalgia com vento forte, som de passos e palavras que fazem os lábios fazerem barulho)

Cheguei à faculdade! Parecia um inicio de noite como outro qualquer. Acessei o saguão principal e logo fui surpreendido por algumas pessoas que falavam muito sobre compras baratas. Na verdade no momento ignorei , mas, eram muitas pessoas mesmo. Continuei seguindo. Cheguei até o chafariz que fica no meio de todos os saguões, sentei, peguei meu PDA e quando estava pegando os fones um amigo chega:

- Marco, comprou com o pessoal?
- Ann? Não entendi…
- Este PDA! Comprou com o pessoal?
- Mas que pessoal?

Deixado de lado por alguém sem paciência , não dei muita bola e fiquei por ali durante as primeiras aulas, afinal, só teria às últimas.

Alguns minutos após, mais um conhecido chega e começa a falar sobre compras extremamente baratas. Desta vez, parei a conversa e disse que queria saber o que estava ocorrendo.

Resumindo a história que mais parece estória:

Um caminhão bi-trem (estes com duas carrocerias) estava vindo do Paraguay com 15 milhões em mercadorias. Este mesmo caminhão que transportava o contrabando perdeu o controle e virou. Logo que o motorista viu o que havia ocorrido, pegou duas ou três caixas e se mandou. Deixou tudo para trás.
Este acidente foi em uma rodovia estadual aqui do Paraná a cerca de 50/80km da minha cidade.
Assim…, logo, algumas pessoas que passavam, começam literalmente a saquear o caminhão. A confusão foi tanta que as pessoas nem sabiam o que era que pegavam, apenas pegavam.

Na carga havia muitos:

- Notebooks;
- Ipods, etc…;
- Cameras digitais;
- Data Shows;
- Pen Drives;
- Outros tronicos da vida;

Os preços?… Bom,… Julgando que muitas das pessoas que pegaram mercadorias, confundiam IPAQ’s com “mini-games” e vendiam estes por 10 reais , você acha o que?

Sei de uma pessoa por lá que comprou literalmente uma carroça cheia. No total foram 60 notebooks e 40 data shows. O preço? R$ 2,000! Por TUDO!

Isso e outros tantos foram vendidos a preço de banana. Esta é de se duvidar, mas, segundo um ‘conhecido’ uma senhora da região ateou fogo a uma caixa de Pen Drives (mais de 500) achando que eram chaveiros.

Policia Federal esta pelas ruas. Nesta semana que passou em uma única viagem até a faculdade meu ônibus foi parado duas vezes.

Agora me falem, o que vocês fariam se pegassem todos esses brinquedos?

Solteirice por um solteiro feliz

Marco De Toni postou este texto em June 10th, 2008


Visitei alguns blogs nas últimas oito horas.

Com meus olhos li muitos textos ótimos sobre como é estar sozinho(a) ou não neste dia. Para variar, depois, enquanto faço minhas andanças de um lado para outro, fico com meus fones de ouvido, pensando.

Dia dos namorados. Celebração de uma pseudo-oficialização de uma companhia que perante as leis “divinas” ainda não foi corretamente oficializada ou abençoada. Se for para seguir toda a maneira correta, então, entre um casal de apenas namorados não deve existir relação sexual tão pouco beijos ou qualquer outra coisa assim. Apesar de eu não ser nenhum pouco religioso, este ponto me chama atenção.

Na bíblia diz que:
- Casais enamorados devem suportar a vontade do pecado da carne.

Mas caramba! Foi “São Judas” que disse isso? Só pode!

A maior parte dos casais no dia dos namorados aproveita para curtir ao máximo a relação. Muitos deles apenas nesta data! Leve em conta que pode ser qualquer coisa, desde um passeio torra-saco até a esquina ou outras coisas mais picantes.

Pecadores!

No próximo ano, frutos deste dia dos namorados nasceram. Creio que minha pessoa tenha sido fruto de um dia dos namorados. Sabe como é! Frio, aconchego… Uma coisa leva a outra… Cá estou eu.

Mas o estranho é saber que uma data pode deixar pessoas tristes. Um dia onde se comemora simplesmente o fato de duas pessoas estarem dispostas e pré-dispostas. Mas, eu acho idiota. Perdoe-me aqueles que não.

Um namoro seja lá qual for o âmbito correto desta palavra, se aproveitado ou digamos “comemorado” em apenas um dia do ano, vai ser que nem ano novo ou natal.

Todo dia dos namorados seu namorado ou namorada aparece de roupa vermelha, gorro e com um saco cheio de presentes. Para alguns, isso chega a ser até fetiche.

Enfim, simplesmente não fiquem tristes por estarem sozinhas ou sozinhos, neste dia dos namorados.

Talvez, exatamente neste dia você não encontre alguém para te tirar dessa depressão do mercado, diga-se de passagem.

Quanto a meu caso? Deixo acontecer. Solteiro atualmente, prefiro curtir um pouco deste mundo. Se o ar ficar mais leve, quem sabe eu aproveite.

Até lá o que eu digo é: Rock `n roll

Sons e comida

Marco De Toni postou este texto em June 8th, 2008


Antes:
Estou com problemas sérios em relação a formatação dos meu parágrafos aqui no blog, por isso, até eu não ter um tempo hábil para poder parar e arrumar, fica assim.

Uma coisa realmente nojenta é ver/ouvir uma daquelas pessoas que após almoçarem ou praticarem qualquer outra refeição, ficam minutos ou simplesmente horas tentando limpar os dentes com seu próprio pulmão.

Ah, claro, deixe-me explicar como se limpa os dentes com o próprio pulmão! Isso por que poderia ser com o pulmão de outra pessoa…. Assim… Primeiro deve-se comer coisas que deixem vestígios alimentícios em sua dentição, após, você deve começar a sugar por dentre seus dentes (como se fosse respirar por um pequeno orifício) tais vestígios, estes, devem ir para qualquer lugar seja para fora ou que continuem o caminho que deveriam ter seguido.

Isso não muda nada.

A questão é que o barulho é repulsivo! Uma espécie de assobio de baba com comida (normalmente carne) me deixa tão possesso que já fiz algumas pessoas passarem vergonha.

E se existe coisa pior, do que pessoas que fazem isso,… Que se manifestem!

Hábitos alimentares diferentes são normais, mas CARAMBA, não processe novamente algo que já havia sido processado/mastigado.

E o pior que tem gente que passa o dia inteiro comendo o almoço.

Além de tudo, já tive problemas com uma destas pessoas, é sério! Eu estava em um restaurante, como de costume, do nada o sujeito começa a fazer aquele barulho, OTA que pariu, eu comecei a ficar puto. Depois de uns 5 minutos quase sem parar eu simplesmente olhei para o lado e disse em voz baixa:

- Esta ai um que não conhece escova de dentes.

O cara era do tipo motorista-semi-agressivo e falou umas besteiras, quando terminou pedi se ele gostaria de pelo menos um fio dental. A conversa se encerrou por ali e eu acho que venci!!! Não que importe.

Há alguns dias, no almoço, passei por este problema, de novo, apenas, com outra pessoa. Não resistindo, logo após empurrar a comida goela a baixo, levantei e fui embora.

Como existe área para fumantes em alguns restaurantes, deveriam também existir áreas para pessoas com hábitos higiênicos ruins, como este.

Concordem ou não, dane-se estas pessoas me irritam.

Ahhh! Desabafei!

Neste final de semana

Marco De Toni postou este texto em June 7th, 2008


Esperado por muitos,
desejado por outros tantos e alcançado de verdade por apenas alguns poucos.

A descrição de um final de semana não é: ficar em casa dormindo ou tentando fingir que seu trabalho não existe.

Esta é sim!
As vias do caminho contrário! AFINAL! Você não tem nada mais para fazer… Vai ficar em casa?

Descansar? Deixe isso… Durante as férias em um lugar bem calminho isso vai acontecer. Presumo.

Vejamos por este prisma: Se você fica indo de casa para o trabalho do trabalho para casa e para seus outros afazeres durante uma semana inteira, qual é a graça do final de semana se você for ficar em casa?

Tem de aproveitar, fazer coisas que você sabe que não poderá realmente fazer durante toda a semana. Julgando que se tenha responsabilidade o suficiente para saber balancear hora e lugar.

No entanto final de semana é um período onde você deve esquecer tanto hora quanto lugar.

Trabalha no sábado? Dane-se! Saia na sexta-feira! Volte para casa cinco horas da manhã, durma por mais ou menos uma hora e meia ou duas horas, acorde, passe em uma conveniência, pegue um sanduíche natural e um chocolate e vá para o trabalho.

Você vai se sentir um lixo durante toda manhã no entanto se você realmente quiser isso dificilmente vai afetar seu rendimento. Eu disse: SE VOCÊ REALMENTE QUISER! Mas quando acordar no final da tarde, depois de dormir o dia inteiro, a sensação de que ainda tem mais uma noite de folga pela frente vai ser fantástica. Recompensadora.

Chamem como quiserem, mas, não vivo sem.

Complexo, muito complexo.

Marco De Toni postou este texto em June 6th, 2008

Minha semana normal de trabalho é de cerca de quarenta e quatro horas, isso, no relógio ponto.

Então faço contas: Perco em média 20 minutos dentro do carro a cada vez que vou ao trabalho ou para casa. Isto por semana! Resulta então uma média semanal bem sólida de 400 minutos. Significa então que além das 44 horas semanais dedicadas diretamente a empresa, perco pelo menos mais 6 horas e tanto só indo e vindo. Isso por semana!

Significa que ao final do mês eu terei passado dentro do carro pelo menos 25 horas , só indo do trabalho para casa e de casa para o trabalho.

Levando em conta uma média totalmente simbólica de vinte e dois reais por hora de trabalho exercido, se perderiam dentro dos carros todos os meses, cerca de R$ 550,00 . Isso se o tempo passado dentro do veículo fosse pago pela empresa. O que óbviamente nunca aconteceria.

Assim sendo: Durante uma semana normal de trabalho, 44 horas, é o período MÍNIMO que devo cumprir. Excedentes são calculados de outra forma. Fora isso, efetuo o calculo do tempo que passo no carro. Tempo este que pelo menos poderia estar trabalhando e ganhando.

Depois me pedem o porquê eu sou tão a favor da mobilidade!

Bom seria se: durante estes 20 minutos que passo a cada vez no carro, estar presente em um ‘homework’ da vida. Poderia ser uma puta idéia chamada `carwork` , assim, recebendo que fossem míseros 10 reais por hora trabalhada. Somando tudo não somaria muito, quem sabe, uns R$ 250,00 fixos todos os meses.

Imagine em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, horas passadas em um congestionamento seriam agradáveis fontes extras de renda pessoal. Isso poderia ser usado até como motivo para evitar os problemas de violência no transito. Claro, desconte os possíveis acidentes… Empresas de tele marketing poderiam investir nesta idéia. Ééé,… poderiam.

Enfim, se alguma possível empresa tiver interesse, entre em contato !

Por que a única coisa que eu faço neste período é ouvir música, cantar e ver as pessoas me achando um doido.

ps: Ainda estou com problemas para a formatação de parágrafos. Acho que o tema do wordpress que esta bugado, mas enfim, vou averiguar logo que tiver tempo de verdade.

Agora ferrou tudo

Marco De Toni postou este texto em June 4th, 2008

Existiu uma época em que minha pessoazinha falaria isso apenas se tivesse tirado uma nota baixa na escola ou se a professora tivesse visto meus atos diabólicos jogando uma bolinha de papel no ventilador.

Como estas coisas mudam…

Ainda lembro das reclamações quanto à escola, sempre fui um destes, bom,… Insatisfeitos… Não que eu fosse querer uma escola melhor… Isso por que na época estudava na melhor escola deste buraco de Judas, então, eu queria era folga mesmo.

Não suportava passar uma manhã inteira debruçado sobre a mesa enquanto algum professor falava sobre qualquer coisa.

Minha revolta foi crescendo! Eu poderia estar dormindo na minha cama EM CASA, mas nããão, tive de vir aqui fingir que faço algo e agora não posso mais fugir até o sinal de saída,… Ou posso?

A possibilidade de escapar fez a adrenalina subir e após a primeira escapada a tal da endorfina me deixou dependente!

Oficialmente uma passageira dupla-vida começou. A principio era simples: Eu deveria não ir à escola e procurar algo que deixa-se minha manhã mais divertida.

Parecia um agente secreto com várias táticas para não ser pego, andava pelos cantos, espiava pelas portas e após alguns minutos, estava bem longe.

Tudo às três mil maravilhas! Assistia uma a cada cinco aulas e estava sentindo como se agora quem pudesse dar aulas fosse eu. Tudo isso até receber uma noticia: - Marco você esta estourado em faltas.

Naquela hora pensei: “Puta que lá mierda como vou fazer agora?”

Eu tinha diversas alternativas cabíveis para o momento, afinal, eu era um cara esperto, cabulava aula para ficar indo em uma lan-game, e obviamente, só por tal fato eu deveria ter no mínimo umas cinco saídas diferentes. Pois é! Deveria! Só que dolorosamente, não tinha.

Comecei a me desesperar. A política da escola era um pouco rígida com faltas, entretanto, na droga da minha cabeça de pseudo-malandro, imaginei que não eram tantas assim. Já me imaginava amarrado com pesos nos pés sem sair de casa pelo resto da vida. Isso sem contar que jamais poderia ter um carro e que agora eu só deveria comer coisas a base de leite (odeio leite, isso pra mim seria pior que ficar sem carro, bem, nem tanto).

Naquele dia fui para casa logo após a aula, almoçamos e depois fui deitar. Fiquei olhando o teto imaginando como eu poderia escapar daquela, isso por que, existia a certeza que cedo ou tarde todo mundo iria ficar sabendo da minha maracutaia.

Dois dias depois minha cabeça voava no mundo dos Pokemons, estava na escola, mas longe de estar presente de verdade. A preocupação e seu pior quase-sinônimo o medo, não me deixaram ficar em paz.

A única coisa que eu conseguia pensar era que eu tinha duas saídas obvias: A primeira era aceitar que eu havia fodido com tudo e que agora já elvis pra mim. Estava na hora de aceitar a pena as punições e mais tarde, a falta de dentes. Ou a segunda saída que era dar um jeito para mudar a situação arrumando uma maneira de misteriosamente as faltas desaparecerem.

Bom, julgando que se mais ou menos ferrado, não ia mudar em nada o resultado, o decidido foi: Vai ter de ser a segunda alternativa!

Comecei a pensar como agora poderia alterar a situação, pelas minhas contas eu precisava de presença em oito aulas em uma das matérias e precisava de quatro presenças em pelo menos mais duas. Percebi que de resto eu podia me virar bem dando a velha desculpa: - Eu estava na sala! A chamada que foi mal feita.

Chegou à hora de agir! Com a principal matéria não haveria jeito de o professor ser convencido de que teria errado tanto. Precisava fazer algo que poucos alunos outrora sequer tentaram. Estava decidido, eu precisava roubar o livro de chamadas e ficar com ele por pelo menos quarenta segundos. Analisando, percebi que o professor deixava o livro de chamadas na sala do diretor nos intervalos. E esta, ficava sempre com no máximo uma pessoa neste horário.

Após fazer a pesquisa da cor da caneta que o professor utilizava me preparei! Dois minutos antes do intervalo fui ao banheiro e lá fiquei. O sinal soou! Aquela algazarra de gente, no entanto, não era hora ainda. Aguardei por mais ou menos três minutos e meio, sem dúvida, os maiores três minutos da minha vida. Lentamente saí do banheiro caminhando até a porta da sala do diretor. A sala estava vazia. Era agora! Eu só tinha alguns segundos. Procurei e quase que de imediato encontrei o livro, abri, fiz os F`s virarem C`s fechei.

Estava perdido no meu próprio medo, sai da sala desci as escadas, algumas pessoas falaram comigo, mas não lembro o que. No final daquele dia eu ainda não estava tranqüilo, apenas no outro dia quando consegui juntar coragem para pedir quantas faltas eu tinha que me tranqüilizei. Ninguém sabia de nada. Inclusive meus país, que vão saber sobre esta história só depois que eu publicar este texto.

Nas outras matérias eu consegui aos poucos fazer os professores acharem que eu estava em sala e mudarem sobre livre e espontâneo medo de ter errado meus F`s para C`s.

Sabe o que eu aprendi?

- Nos intervalos feche a sala do diretor!

Oi meu nome é De Toni, Marco De Toni

Marco De Toni postou este texto em June 4th, 2008

De tempos em tempos quando há empolgação suficiente em mim para montar alguma coisa eu o faço.

Certa vez foi um site de pérolas de IRC e outros que deu até certo… Depois foram os blogs, mas junto dos blogs meu trabalho cresceu e cresceu e logo, tempo era uma coisa que eu só via no relógio.

Mas por mais uma vez eu coloco minha cabeça no lugar, olho a diante e penso: Que merda eu posso fazer?

Aproveitando os embalos de sábado à noite, bom, literalmente. Resolvi re-colocar no ar um antigo blog, que na verdade nunca saiu do ar e sim parou de ser atualizado.

Agora diferente, textos, artigos e às vezes, lembre bem! Às vezes… Alguma coisa que foge deste conceito pode aparecer.

E agora a única coisa que eu posso dizer é… Let`s rock!